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Análise da expressão da proteina TcPR-10 na interação resistente e suscetível de cacau-Moniliophthora perniciosa

De Andrade Silva E.M., Micheli F., Menezes S.P.. 2012. In : UESC. 18° Seminario de Iniciacao Cientifica "Internacionalizaçao da Ciencia", Ilhéus, Brasil, 07 a 09 de novembro de 2012. s.l. : s.n., 1 p.. Seminario de Iniciação Cientifica. 18, 2012-11-07/2012-11-09, Ilhéus-Bahia (Brésil).

A doença vassoura de bruxa causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa devastou plantações de cacau levando às mudanças econômicas, sociais e ambientais no sul da Bahia. Estudos moleculares da interação cacau-M. perniciosa revelou genes diferencialmente expressos envolvidos em eventos biológicos relacionados à patogênese. Entre os genes está o que codifica para a proteína relacionada à patogênese, classe 10 (TcPR-10). Esta proteína tem um potencial biotecnológico promissor, porque age in vitro como ribonuclease e apresenta atividade antifúngica. Análise da expressão de genes por RT-qPCR mostra que TcPr-10 tem sua expressão aumentada em plantas suscetíveis (Catongo) inoculadas com M. perniciosa nos estágios finais da infecção, enquanto que, no inicio não difere do controle. No entanto, a detecção de mRNA não fornece muitas evidências da presença da proteína. O objetivo deste trabalho foi analisar, por Western blot, a expressão da proteína TcPR-10 em meristemas e folhas de plantas de cacau resistente (TSH1188) e suscetível (Catongo) inoculadas com M. perniciosa. Meristemas apicais de plantas com 20-30 dias de idade, foram inoculados com uma suspensão de basidiósporos e mantidos em câmara úmida por 24 horas. As amostras foram coletadas em 24h, 48h, 72h, 15, 30, 60 e 90 dias após a inoculação (DAI). As amostras foram liofilizadas, trituradas em N2 líquido e homogeneizados em 100 mM Tris-HCl (pH 8,8) contendo 50 mM de ácido ascórbico, 1% (v/v) de ?-mercaptoetanol, 0,1% (m/v) de Triton-X e 2% (m/v) de polivinilpirrolidona. As proteínas foram precipitadas com solução TCA/acetona seguido de extração com fenol/SDS. A dosagem das proteínas foi feita utilizando o 2D-Quant-Kit (GEHealthCare®). As proteínas foram separadas por SDS-PAGE e transferidas para membrana de nitrocelulose, a qual foi incubada com anticorpos produzidos em coelho contra a TcPR-10. A imunodetecção foi realizada com o 5-bromo-4-cloro-3-indolil-fosfato e nitroazul de tetrazólio (BCIP/NBT, Promega®). A TcPR-10 foi expressa em meristemas inoculados de ambas variedades estudadas após o ponto 30 DAI, no entanto, apresenta diferença no nível de expressão. Aos 30 DAI a proteína é mais expressa na variedade resistente enquanto aos 90 DAI a expressão é maior na variedade suscetível. Verificou-se ainda a expressão em folhas de TSH1188 com 60 DIA o que nos leva a inferir uma resposta sistêmica na planta resistente, pois até 90 DAI a expressão na planta suscetível limitou-se apenas ao meristema.

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