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Alterações no compartimento oxidável e recalcitrante da matéria orgânica do solo devido ao manejo associado a sistemas de produção em ambiente subtropical e tropical

Borszowskei P.R., De Moraes Sa J.C., Tivet F., De Fátima Navarro J., Nadolny Junior M., Da Cruz Hartman D., Eurich G., Massao Inagaki T., Farias A., Briedis C., Bürkner dos Santos J., Aparecido Rosa J.. 2011. In : Marcelo Ricardo de Lima ; Fabiane Machado Vezzani ; Vander de Freitas Melo (eds.). Resumos II Reunião Paranaense de Ciência do Solo, Curitiba, Brésil, 4 a 6 de maio de 2011. Curitiba : Universidade Federal do Paraná, p. 16-16. Reunião Paranaense de Ciência do Solo. 2, 2011-05-04/2011-05-06, Curitilba (Brésil).

A perda de carbono (C) orgânico devido ao uso inadequado do solo afeta as propriedades químicas, físicas e biológicas e torna o solo uma fonte de CO2 para a atmosfera. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito de sistemas de uso do solo no conteúdo carbono orgânico total (COT), C oxidável (Cox) e C recalcitrante (CRec) da matéria orgânica do solo (MOS) em região sub-tropical e tropical. Este trabalho foi realizado em Ponta Grossa (PG, PR região subtropical) em um Latossolo Vermelho (675 g kg-1 de argila) com 29 anos sob preparo convencional (PC) e plantio direto (PD), e em Lucas do Rio Verde (LRV, MT, região tropical), em um Latossolo Vermelho Amarelo (490 g kg-1 de argila) com 8 anos sob PC e PD. Nos dois locais foi selecionada a vegetação nativa (VN) de cerrado (LRV) e floresta (IAPAR) como referência. A profundidade de amostragem nos dois locais foi: 0-5; 5-10, 10-20; 20-40; 40-60; 60-80; 80-100 cm. O conteúdo de COT (80,7 g kg-1) em PG na camada de 0-5 cm em solo sob VN foi 2,3 vezes superior ao PC (35,0 g kg-1) e a perda total em 29 anos foi de 45,7 g kg-1 cuja taxa anual foi de 1,58 g kg-1. Em contraste, o conteúdo de COT no PD (62,5 g kg-1) foi 1,29 vezes inferior ao VN e recuperou 34,1% do COT perdido com o PC em relação ao VN. Em região tropical a perda de C (VN = 38,3 g kg-1) com o PC (18,3 g kg-1) foi de 20 g kg-1 representando 52,2 % e 2,5 g kg-1 ano-1 de C e 1,6 vezes superior à região subtropical. Da mesma forma a recuperação com os sistemas de produção em PD (23,8 g kg-1) recuperaram 30,0% do COT em relação ao PC. Abaixo da camada de 20 cm não se constatou diferenças significativas entre os sistemas de uso do solo. O conteúdo de COx apresentou a mesma tendência do COT. Foi observado que a proporção de C recalcitrante aumentou com a diminução do C em profundidade e variou de 14% na camada superficial para 49% nas camadas mais profundas. Em condição subtropical, o conteúdo do CRec diferiu significativamente entre os modos de uso da terra na camada superficial do solo com 16,3, 7,7 e 9.0 g kg-1 em VN, PC e PD, respectivamente. Conteúdo semelhante de CRec foi constatado de 5-10 cm até 100 cm de profundidade entre os usos da terra, embora o conteúdo de COT foram diferentes entre os tipos de manejo. Em LRV, o conteúdo do CRec não alterou nas camadas superficiais até 1 m de profundidade independente do uso da terra e sistemas de produção. (Texte intégral)

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